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Mobilidade urbana e seguro

Um assunto que tem crescido é a discussão sobre mobilidade urbana. Por definição, a mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população nas cidades, sendo geralmente empregado para referir-se ao trânsito de veículos e também de pedestres, ou por transporte individual ou pelo uso de coletivos.

Aqui, não estamos falando apenas no desenvolvimento de meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ou o excesso de pedestres em áreas centrais dos espaços urbanos. Trata-se, também, de uma questão ambiental, pois o excesso de veículos gera mais poluição, com todos os problemas em consequência. Um tópico importante nesse grupo é a presença de novos tipos de transportes individuais, como patinetes, bicicletas elétricas, veículos elétricos, conectados etc.

Em função disso, a Insurance Europe, entidade que representa as seguradoras europeias, divulgou em novembro um pequeno texto a respeito, denominado Insuring mobility — today and tomorrow (Segurando mobilidade: hoje e amanhã).

O texto qualifica quatro revoluções a ocorrer nesse segmento. Primeiro, veículos elétricos leves, como bicicletas ou patinetes elétricos. Segundo, a responsabilidade civil em veículos autônomos (sem motorista). Por fim, a geração de dados, proporcionada pelos veículos autônomos ou conectados. Isso irá proporcionar uma avaliação bem mais precisa dos riscos e do próprio seguro.

Um fato interessante é a posição da entidade quanto ao uso de bicicletas, patinetes elétricos ou similares. A Insurance Europe reconhece que o novo mecanismo é um grande avanço, em termos ecológicos e de mobilidade urbana. Entretanto, pondera sobre a necessidade de haver um seguro de responsabilidade civil obrigatório para aqueles veículos que ultrapassarem a velocidade de 25 km/h. Essa é uma boa referência para o mercado brasileiro.

ESTA COLUNA É ELABORADA PELO CONSULTOR DE ECONOMIA DO SINCOR-SP, FRANCISCO GALIZA

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